GREVE NACIONAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

26 DE OUTUBRO DE 2018

 

Aumentar salários! Valorizar Carreiras! Melhorar os Serviços Públicos!

Durante anos, os trabalhadores da Administração Pública foram fustigados com um ataque

cerrado aos seus direitos: cortes salariais, aumento da idade da reforma, congelamento de

carreiras e remunerações, desinvestimento acentuado nos serviços públicos, precariedade

laboral, entre tantos outros ataques.

Neste último orçamento do Estado do mandato do Governo PS, este tem que escolher de

que lado está: dos serviços públicos de qualidade e para todos com a garantia do respeito

pelos direitos e dignidade dos trabalhadores ou do lado da banca e dos grandes interesses

privados com milhões e milhões para juros agiotas, para os bancos, para parcerias públicoprivadas.

De um lado da balança, migalhas para atualizar salários congelados há 9 anos, do

outro, milhões de euros para salvar a banca e o investimento privado.

É tempo do Governo decidir de que lado está.

Os trabalhadores da Administração Pública exigem, entre outras reivindicações:

- aumento salarial de 60 euros para os vencimentos até 1500€ e 4% para os restantes

trabalhadores;

- aumento do salário mínimo nacional para €650,00 e revisão da Tabela Remuneratória

Única;

- 35 horas para todos;

- processo de descongelamento efetivo e não faseado;

- o fim da precariedade na Administração Pública;

- o direito a uma aposentação sem cortes;

- o fim da municipalização.

A defesa dos direitos dos trabalhadores é condição essencial para serviços públicos de qualidade

para todos os cidadãos, garantia de que todos têm acesso ao exercício dos seus direi -

tos fundamentais.

A Frente Comum sublinha ainda o artifício a que Centeno tem recorrido, afirmando que irá

ter 800 milhões de euros de despesa na Administração Pública: não é verdade. A fim de manipular

a opinião o Ministro das Finanças não esclarece que a despesa respeita aos direitos

roubados aos trabalhadores – reposição dos salários sem cortes, reconhecimento do direito

à progressão na carreira após quase uma década de congelamento e respetivo pagamento –

somando os valores dos últimos orçamentos que mais não são do que a reposição tímida dos

direitos roubados, apenas possível porque os trabalhadores nunca deixaram de lutar.

Ao mesmo tempo, o Governo rouba tempo de serviço a milhares de trabalhadores, quer não

contabilizando todo o tempo para efeitos de progressão na carreira quer colocando os contadores

a zero após reconhecimento dessa progressão, «roubando» anos de carreira até que

possam progredir novamente. Para o Governo PS os trabalhadores da Administração Pública

não têm direito a ver todo o tempo que trabalharam reconhecido!

Só com a luta é possível recuperar e conquistar direitos e a Frente Comum exorta todos os

trabalhadores a participarem na greve nacional de dia 26 de outubro.

Dia 26 de outubro a Administração Pública está em luta.