FUNÇÃO PÚBLICA

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DEZEMBRO 2013

EDITORIAL

Uma conturbada vida interna, em consequência de uma gestão de recursos humanos absolutamente incompatível com o objecto social de um sindicato, a que acresceu uma gestão económica e financeira despesista e descontrolada, colocou a necessidade de uma reunião da Direcção visando a discussão da situação do sindicato e, em consequência, a tomada de medidas resultantes das conclusões. 
 
Dessa reunião resultou claro para a unanimidade dos presentes (32 elementos efectivos da Direcção) a existência de um clima interno intimidatório para com funcionários ou mesmo dirigentes não alinhados com a maioria da então comissão executiva, sucessivas ameaças e mesmo instauração de processos disciplinares, para além de um outro conjunto de atitudes inconcebíveis em qualquer lado e muito mais se adoptadas por dirigentes de um sindicato relativamente aos seus próprios Trabalhadores. 
 
Um aumento significativo dos gastos que estavam orçamentados foi fazendo crescer junto de uma parte da C.E. e de outros elementos da Direcção uma intensa preocupação que originou, por dever de consciência e sentido das responsabilidades, a interrogação sobre certos actos de gestão que em vez de merecerem naturais esclarecimentos foram sendo rechaçados de forma autoritária.
 
Neste insustentável quadro, tornou-se inevitável que a Direcção do Sindicato se visse na obrigação de proceder à substituição da Comissão Executiva do Sindicato.
 
Ainda que o anterior coordenador e cinco membros da destituída comissão executiva lamentavelmente não tenham aceite a decisão, a verdade é que a substituição foi confirmada por 100% dos 32 dirigentes na altura presentes na reunião.
 
A eleição da nova C. Executiva de que sou Coordenador foi eleita por voto secreto tendo obtido 97% dos 35 elementos da Direcção presentes no acto (cuja composição e declaração de princípios se apresenta de seguida ao editorial).